Artigos por Clarissa Medeiros

Liderando a geração Z

Estou sempre em intensa interação com lideranças de grandes empresas e, sem dúvidas, estamos nos deparamos com uma nova realidade: o mercado de trabalho está passando por uma transformação muito acelerada e significativa que demanda combater ambientes tóxicos e estilos de liderança ultrapassados.

A entrada da geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) está gerando com rapidez novas necessidades, por se tratar de profissionais com motivações e expectativas completamente diferentes das gerações anteriores.

Nesse novo cenário, para as empresas que desejam atrair e reter esses talentos, é essencial compreender suas prioridades e capacitar a liderança para um modelo mais humanizado e flexível.

Afinal, o que motiva a geração Z?

➤ PROPÓSITO E IMPACTO

São profissionais que valorizam empresas com um propósito claro e alinhado a causas sociais e ambientais. Eles querem sentir que seu trabalho tem significado e gera impacto positivo na sociedade.

➤ AUTONOMIA E FLEXIBILIDADE

Essa geração prefere ambientes de trabalho que ofereçam flexibilidade de horários e a possibilidade de trabalho remoto. A rigidez corporativa é um fator desmotivador.

➤ CRESCIMENTO E APRENDIZADO CONTÍNUO

Oportunidades de desenvolvimento, feedbacks constantes e mentorias são essenciais. Trabalhos repetitivos e sem desafios são rapidamente abandonados.

➤ BEM-ESTAR E SAÚDE MENTAL

Equilíbrio entre vida pessoal e profissional é um valor fundamental. Ambientes tóxicos e excesso de carga de trabalho afastam esses profissionais.

➤ AUTENTICIDADE E INCLUSÃO

A diversidade e um ambiente inclusivo são fatores determinantes para que a geração Z se sinta pertencente e engajada dentro da empresa.

A geração Z e a liderança tradicional

Modelos baseados em hierarquia rígida, com controle e rigidez excessiva, não são eficazes com esses profissionais.

A forma de liderança “tradicional”, hoje já chamada de Old School, por estar baseada no comando e no controle das pessoas, podem gerar reações como:

➤ DESENGAJAMENTO

Se não encontram um ambiente colaborativo e respeitoso, perdem rapidamente o interesse e reduzem sua produtividade.

➤ SAÍDA RÁPIDA DA EMPRESA

Ao contrário de gerações anteriores, que prezavam pela estabilidade, a geração Z não hesita em mudar de emprego se não se sentir valorizada.

➤ EXPOSIÇÃO PÚBLICA E ATIVISMO DIGITAL

Muitos jovens profissionais compartilham experiências negativas em redes sociais e plataformas como Glassdoor, pressionando empresas a melhorar suas práticas de gestão.

➤ BUSCA POR DIÁLOGO

Tentam propor mudanças e dialogar com a liderança, mas, se não percebem abertura, rapidamente partem para outras oportunidades.

➤ EMPREENDEDORISMO E FREELANCING

Quando sentem que o ambiente corporativo não atende às suas expectativas, muitos preferem criar seus próprios negócios ou seguir carreiras independentes.

Como as empresas podem se adaptar?

Para engajar a geração Z e potencializar seus talentos, é necessário adotar abordagens mais humanas e inovadoras. Isso demonstra que priorizar a capacitação da liderança consciente e do cultivo às relações humanizadas não é mera retórica, mas uma questão de sustentabilidade do negócio.

A partir dos programas para desenvolvimento para líderes que realizo em grandes empresas, pude chegar a algumas conclusões-chave a respeito de como lidar com essa nova realidade. Confira e veja se faz sentido pra você:

➤ Substituir o “comando e controle” por uma liderança baseada na inspiração, no exemplo e na confiança.

➤ Criar um ambiente onde o aprendizado contínuo e os feedbacks construtivos sejam parte da rotina.

➤ Oferecer opções de trabalho híbrido, horários flexíveis e mais autonomia para tomada de decisões.

➤ Conectar a atuação da empresa a um propósito maior, alinhado a causas que possam fazer sentido para a liderança e colaboradores.

➤ Promover diversidade, respeito e bem-estar para garantir um espaço de trabalho acolhedor e motivador.

Sim, a geração Z pode trazer desafios, mas também é capaz de criar oportunidades imensas para quem souber aproveitar seu potencial criativo, dinâmico e autêntico.

Penso que desenvolver a liderança para um modelo mais colaborativo, flexível e humanizado não só aumentará o engajamento desses profissionais, mas também impulsionará a inovação e a capacidade evolutiva das empresas. 

E você, o que pensa a respeito? Me conte! Quero saber sua opinião!
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Clarissa Medeiros

É mentora de lideranças, palestrante e empresária premiada pela Humanizadas e HSM como "Melhores Empresas para o Brasil". Sócia-fundadora da Clarity Global, impulsiona a liderança feminina e as relações humanizadas em grandes empresas. Mestre em Ciência Quântica da Saúde e Felicidade e certificada internacionalmente em Coaching para Mulheres, Corporativo, Profissional e de Vida, com trajetória em Comunicação Corporativa, ESG, Relações Institucionais e Desenvolvimento Humano e Organizacional.

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